quinta-feira, 29 de julho de 2010

Bancos lucraram 792,1 milhões de euros no primeiro semestre

00h19m

JN

O resultado líquido dos quatro maiores bancos privados a operar em Portugal cresceram 4,2% nos primeiros seis meses deste anos. Entre Janeiro e Junho, o lucro do BES, BCP, BPI e Santander Totta totalizou 792,1 milhões de euros, o que equivale a um resultado diário de 4,3 milhões de euros.

No conjunto dos quatro bancos referidos - a Caixa Geral de Depósitos ainda não divulgou os resultados relativos ao primeiro semestre de 2010 - apenas o Santander Totta regista uma descida no resultado líquido face ao primeiro semestre de 2009.
O banco liderado por Amado da Silva apresentou ontem as suas contas, dando conta de que o resultado líquido totalizou 247,2 milhões de euros, o que evidencia uma quebra homóloga de 11,1%. Esta diminuição deve-se à necessidade do banco em reforçar as provisões e imparidades em consequência do aumento do incumprimento.

Apesar de o resultado líquido dos bancos ter aumentado, o nível de impostos reduziu-se face ao período homólogo. No final do primeiro semestre de 2009, o imposto calculado ascendia a 161,7 milhões de euros, e este ano totaliza 89 milhões de euros. Uma quebra a que nalgumas situações estão associados créditos fiscais. Ainda assim, apenas quando o ano estiver fechado será possível apurar-se os impostos pagos pelo sistema financeiro, sendo certo que serão um dos sectores mais atingidos pela sobretaxa de 2,5% no IRC que vai incidir sobre os lucros que ultrapassem os 2 milhões de euros. Em 2010, uma das rubricas onde os bancos estão a registar ganhos é nas comissões.

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Cadê o PEC ?????? E o burro sou eu ?!!!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Novas regras para acesso a prestações

Património do agregado familiar não poderá exceder 100 mil euros para acesso ao abono de família

27.07.2010 - 08:58 Por Lusa

O património mobiliário do agregado familiar não poderá exceder os 100 mil euros para o acesso e manutenção do abono de família, de acordo com as novas regras que entram em vigor no início da próxima semana.


De acordo com a nova lei de condição de recursos, o acesso às prestações por encargos familiares, de que é exemplo o abono de família para crianças e jovens, passa a depender da avaliação da totalidade do património mobiliário do agregado familiar.

Ficam, desta forma, excluídos de aceder a estas prestações os requerentes e respectivos agregados que tenham um valor patrimonial mobiliário superior a 240 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), ou seja, 100 mil euros, aproximadamente.

De acordo com os dados da segurança social, no final de Junho existiam 1,747 milhões de titulares com processamento de abono de família activo.

A nova lei de condição de recursos alarga os rendimentos a considerar para a atribuição e manutenção das prestações de natureza não contributiva: prestações por encargos familiares, Rendimento Social de Inserção (RSI), Subsídio Social de Desemprego e subsídios sociais no âmbito da parentalidade.

Além dos salários, passam assim a ser contabilizados outros rendimentos do agregado familiar, tais como os rendimentos de capitais e prediais, as pensões, as prestações sociais, os apoios à habitação com carácter de regularidade e as bolsas de estudo e formação.

O conceito de agregado familiar é ele próprio também alterado com a nova legislação, passando a ser consideradas todas as pessoas que vivam em comum com o beneficiário, incluindo parentes e afins maiores “em linha recta e em linha colateral até ao terceiro grau”.

A medida, que faz parte do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), deverá gerar uma poupança na ordem dos 90 milhões de euros já este ano e dos 199 milhões de euros em 2011, segundo os dados avançados pelo Ministério do Trabalho.

As regras previstas no diploma aplicam-se ainda a apoios no âmbito da acção social no ensino superior público e não público, comparticipação de medicamentos e pagamento de taxas moderadoras e apoios sociais à habitação atribuídos pelo Estado, entre outras prestações, “quando tal atribuição dependa da verificação de recursos dos beneficiários”.

A tutela esclareceu já que a generalidade da informação sobre rendimentos relevantes para a condição de recursos será obtida “através das declarações fiscais, de cruzamentos de dados com as bases fiscais e nas próprias bases de dados da segurança social”.

Acrescentou no entanto que servirão como fonte “outras informações obtidas ou confirmadas junto de outras entidades relevantes nos termos da lei”.

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Lá se vai o abono de família para a maioria.
Por este andar, só tem direito a abono, quem não tem condições para ter filhos...


Artigo de Clara Ferreira Alves, no Expresso. Vale a pena ler... e divulgar

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

segunda-feira, 26 de julho de 2010

As dentadinhas no orçamento!

Dizem que são poucos, mas vão-se multiplicando de ano para ano.

Os políticos em tempos de vacas gordas engendraram uma forma de se sustentarem no futuro, mas não pensarem nas consequências. Chegou a hora de também colocarem tecto e um índice de esperança de vida nestas reformas, conforme fizeram às dos penalizados portugueses.

Eliminá-las era a coragem que se lhes exigia, mas defendem-se com a Constituição e direitos adquiridos ( e os direitos adquiridos dos outros ?) ; pena que não defenda também todos os portugueses.

Vamos então contribuir para o PEC, aplique-se um imposto extra.

O ministro das Finanças que teve o desplante de aumentar os impostos a quem ganha 500 euros mensais, não se deve coibir de aplicar também a quem ganha principescamente e, com apenas 12 anos de contribuição para a segurança social! O desgraçado do Português tem de descontar imensos anos e ainda lhes aplicam índices e outras coisas mais! Sem mais comentários …


São poucos, mas como diz o povo “grão a grão enche a galinha o papo”, neste caso grão a grão se esvazia o nosso orçamento.

--------------------------------- contributo de Perfeito Aguiar

Factura da EDP

UMA VERGONHA...!

Já toda a gente reparou na factura DA EDP que recebe em Casa?

Contribuição Audiovisual pelo valor de 3.42 Euros???

E porque temos nós, portuguesinhos, de pagar isto???
Eu não pedi nada de Audiovisual... Estou a pagar porquê e para quem???
E para onde vai esse dinheiro???
E mais grave ainda. Porque é que as escadas de condomínios também pagam OS tais chamados euros para OS audiovisuais. Temos televisão quando subimos as escada de Casa. E outra, porque é que a casota de campo para apoio agrícola , também paga para OS meios audiovisuais.
Só neste País. É o que temos e não há outro.

1 milhão de facturas dá mais de 3 milhões de Euros...

Onde anda esse dinheiro???

Eu quero saber... E se me disserem que é para a RTP eu exijo a devolução do dinheiro. Afinal pago a TVCabo para ter TV, outros pagam a TVTel, outros a Cabovisão, etc.


......mas há mais, e os contadores agrícolas espalhados por esses campos fora cada um a pagar esse imposto, deve ser para as plantinhas ouvirem música ... e as explorações agropecuárias...é que os animaizinhos parece que produzem melhor leite, ovos, carne... se calhar até se justifica !? neste país tudo se paga, até as
incompetências dos nossos desgovernantes.


EXISTE UM DOCUMENTO NA EDP QUE VOCES PODEM PEDIR E PREENCHER, A NAO AUTORIZAR QUE A EDP FAÇA ESSA COBRANÇA, ISTO JA EXISTE HA MUITO TEMPO BASTA PREENCHER O DITO DOCUMENTO, Nº DO CONTRIBUINTE E B.I. E JÁ ESTÁ NO MÊS SEGUINTE JÁ NÃO VEM O AUDIOVISUAL PARA PAGAR.


Andamos a ser comidos por parvos e ninguém faz nada...

Pensões dos políticos dão cabo das finanças do Estado

Só no primeiro semestre deste ano, gastaram-se quase cinco milhões de euros com as reformas dos detentores de cargos públicos


As reformas vitalícias dos políticos aumentaram no primeiro semestre deste ano e estão a fazer disparar os gastos públicos. De acordo com o jornal «Correio da Manhã», em apenas seis meses, os gastos com as pensões dos políticos ascenderam a 4,8 milhões de euros, uma subida de 14 por cento, face aos 4,2 milhões gastos no mesmo período do ano passado. Ao todo, estão a receber subvenção vitalícia um total de 399 antigos detentores de cargos públicos.

O jornal avança que, a meio do ano, a Caixa-Geral de Aposentações (CGA), entidade responsável pelo pagamento das reformas aos funcionários públicos e também aos antigos políticos, já gastou mais de metade do orçamento desta prestação para 2010. Já foi executada 54,4% da verba orçamentada.

Para este aumento contribuiu a corrida a estas reformas. Desde Janeiro, já foi atribuída a 16 políticos a pensão vitalícia. Muitos não foram reeleitos ou candidatos nas eleições que se realizaram o ano passado.

----- http://diario.iol.pt/politica/pensoes-reformas-politicos-estado-financas-tvi24/1180114-4072.html

domingo, 25 de julho de 2010

Conversa de Pombos

Dois pombos depois de comerem na mão duma pessoa, levantam voo e dizem um para o outro:

- Já viste que nós até parecemos políticos?


- Porque dizes isso?


- Repara bem, mendigamos migalhas às pessoas e uma vez cá no alto, cagamos-lhes em cima!